18 julho 2012

Victoria Falls

Uma das principais atrações turísticas da África, as Cataratas Vitória ou Victoria Falls localizam-se no rio Zambezi, na fronteira entre a Zâmbia (Parque Nacional Mosi-Oa-Tunya) e o Zimbábue (Victoria FallsNational Park). São chamadas de Mosi-oa-Tunya ("fumaça que troveja") pelos nativos.


No alto da foto está Zambia e no de baixo, Zimbábue

O Parque Nacional das Cataratas Vitória, no Zimbábue, com 2340 ha, foi declarado em 1972, mas a conservação deste monumento natural tinha sido oficialmente iniciada pelas autoridades coloniais em 1934. Existem seis Monumentos Nacionais dentro do parque, incluindo as cataratas. Em conjunto com o Parque Nacional de Mosi-oa-Tunya na Zâmbia, estes parques foram inscritos pela UNESCO em 1989 na lista dos locais que são Património da Humanidade.


As Cataratas Vitória são a parte mais espetacular do curso do rio Zambeze - a maior queda de água do mundo, com uma extensão de 1708 m e uma altura de 108 m. Abaixo das cataratas, o rio entra numa série de sete gargantas, que representam os locais onde as quedas de água se situavam ao longo da sua história, que se pensa ter começado há cerca de 2 milhões de anos com a elevação da área conhecida como “Makgadikgadi Pan”. A Catarata do Diabo, no Zimbábue pode ser o embrião duma nova catarata que eventualmente poderá deixar a borda atual da existente num ponto mais alto que atualmente, em relação ao curso inferior do rio.


Após as cataratas, as águas do rio Zambezi descem para o Lago Kariba (não há relação direta entre as Cataratas Vitória e o Lago Vitória,na África).

Lago Kariba

As cataratas podem ser conhecidas de maneiras diferentes. No Zimbábue, as cataratas são vistas à distância a partir de uma garganta em um parque de floresta tropical criado pela densa névoa exalada pela água que tomba. O lado da Zâmbia propicia um contato mais próximo com as cataratas. Aqui os visitantes podem chegar até a beira, onde o caudaloso rio Zambezi arremete contra a margem, ou andar por trilhas e passarelas enevoadas para ter uma experiência de imersão quase completa.


Vista a partir de Zâmbia


Embora a reputação do Zimbábue ultimamente não seja das melhores, a cidade de Victoria Falls prospera independentemente dos tumultos do país. Repleta de hotéis, pousadas, restaurantes de carne, cassinos e agências de turismo, recebe muito bem os turistas. Tendo chegado ao fundo do poço há algumas décadas, a Zâmbia agora colhe os frutos de suas reformas políticas - e da queda do Zimbábue - na forma de uma florescente cena turística. Do lado da Zâmbia, só há um hotel 5 estrelas e um pequeno parque nacional perto das cataratas, mas existe um número crescente de empresas ligadas a turismo na cidade de Livingstone, a 11km.




Maio é o mês ideal para quem deseja conhecer esta assombrosa maravilha natural. Neste mês, o clima é quente e ensolarado e o alto nível da água propicia vistas excelentes das cataratas.



Além das cataratas, há muito que ver. Fique ensopado fazendo rafting nas gargantas ou faça um vôo de ultraleve na névoa. Faça bungee-jump na ponte ou ande de barco no rio infestado de hipopótamos e crocodilos. Fotografe elefantes, leões e antílopes durante um safári a cavalo ou escale as rochas nas gargantas.



O explorador escocês David Livingstone foi o primeiro europeu a ver e registrar a existência das cataratas, em 1855. Batizou-as em homenagem à rainha Vitória.


A “Piscina do Diabo” é o nome de um belo laguinho onde os visitantes podem se refrescar  e ver a queda d’agua de cima pela borda das cataratas a 108 metros de altura. Para desfrutar dessa piscina natural vá no período de setembro a dezembro, quando a vazão é menor.






A vegetação predominante no parque é a floresta-de-mopane com pequenas áreas de “miombo”, mas com uma faixa de floresta tropical ao longo do Zambeze, a mais importante e vulnerável é a que se desenvolveu na zona onde as cataratas lançam a água, que é um frágil ecossistema descontínuo em areia aluvial. Aqui se encontram espécies de árvores que são consideradas “madeira preciosa”, como o pau-preto ou “ébano africano”, o “jambirre”, Afzelia quanzensis, além de outras espécies típicas da Flora Zambezíaca.



Grandes manadas de elefantes habitam o parque, por vezes atravessando o rio para as ilhas e indo até a Zâmbia durante a estação seca, quando o nível da água no rio é mais baixo. Encontram-se também pequenas manadas de búfalos, zebras, porcos-do-mato, girafas e grupos de hipopótamos, que são frequentes acima das cataratas.


Foram encontrados perto das cataratas artefatos de pedra atribuídos ao Homo habilis de há 3 milhões de anos, assim como outros instrumentos indicando a ocupação da área durante o Pleistoceno médio (de há cerca de 50 mil anos), assim como armas, ornamentos e enxadas indicando a presença de caçadores do Neolítico (desde 10 mil até 2000 anos atrás), que foram substituídos há cerca de 2000 anos por povos agricultores usando instrumentos de ferro, que tinham gado e viviam em aldeias fortificadas (os Bantu).


A estrada de ferro que liga Livingstone e Kazungula passa por dentro do parque e por cima das cataratas, num espetáculo único. Numa carruagem sobre esta ponte foi assinado um acordo histórico.





Planeje sua viagem

O lado do Zimbábue tem mais opções de hospedagem e passeios do que o da Zâmbia, e isso se reflete no itinerário sugerido abaixo. Cinco dias nas cataratas permitem inclusive outras atividades a sua escolha, a exemplo de um safári.

1º dia - Explore a cidade de Victoria Falls (Zimbábue), onde você pode comprar curiosidades baratas. Ao andar no parque florestal ao longo da garganta, você tem vistas amplas das cataratas. O melhor mirante é o Cataract View.

 - Vá para o lado da Zâmbia, onde o ritmo é mais calmo. Explore bem a área das cataratas, seguindo uma das trilhas enevoadas, e chegue bem perto das quedas d´água. Por perto fica Livingstone, onde você pode visitar o National Museum.

3º dia - Molhe-se dos pés à cabeça fazendo rafting nas gargantas do Zambezi, abaixo das cataratas. O passeio começa no lado da Zâmbia e propicia vistas melhores das cataratas. Ou pegue um táxi para Makuni. Essa aldeia, a 18 km de Livingstone, abriga perto de 7 mil habitantes do povo leya, e você pode observar o modo de vida deles. A pequena taxa de entrada é revertida para projetos comunitários.

4º dia - Reserve o dia para duas ou três atividades que proporcionam muita "adrenalina", a exemplo de ultraleve, rappel, bungee-jump ou canoagem no rio Zambezi. Opções menos radicais são o vôo de asa-delta "Flight of the Angels" e o passeio de barco no Zambezi.

5º dia - No último dia, faça um safári a cavalo ou motorizado para ver os animais do Zambezi National Park, no lado do Zimbábue, ou os do Mosi-oa-Tunya National Park no lado da Zâmbia.

Dicas

  • Aproveite os vistos grátis que a Zâmbia oferece para quem reserva hotéis e atividades com antecedência no país.
  • Não se aproxime dos animais nas trilhas de floresta perto das cataratas. Os babuínos, em especial, podem ser agressivos.
  • Não nade no rio Zambezi acima das cataratas, a menos que queira ficar lado a lado com um crocodilo.
  • Não negocie com cambistas de rua. Quem o faz acaba com duas cédulas legítimas envolvendo outras falsas, de jornal.
Como chegar

Vôos internacionais pousam nos aeroportos de Victoria Falls e Livingstone. Há vôos diários da África do Sul e de outros países vizinhos.

Como circular

Ônibus e táxis levam a ambos os aeroportos. Táxis dos dois lados das cataratas levam aos postos de fronteira, mas o trecho entre os postos é feito a pé ou em outro táxi.

Clima

Em maio o clima é quente e ensolarado. O nível alto da água propicia vistas excelentes das cataratas.

Hospedagem

O histórico Victoria Falls Hotel, no Zimbábue, tem quartos duplos a partir de US$ 400. 

O luxuoso Victoria Falls Safari Lodge, no Zimbábue, oferece quartos duplos a partir de US$ 400. 

O Natural Mystic Lodge, na Zâmbia, tem quartos duplos a partir de US$ 150.

O luxuoso Tongabezi Lodge, na Zâmbia, tem quartos duplos a partir de US$ 800, com refeições. 

Alimentação

Há locais para comer e restaurantes especializados em carne dos dois lados. Uma opção ao ar livre é The Boma, no Victoria Falls Safari Lodge.

Despesas diárias para duas pessoas

Entre US$ 500 e 800, incluindo hospedagem, alimentação e excursões.

Informações adicionais para sua viajem