20 julho 2012

El Djem, um fantástico anfiteatro romano na África


Sem dúvida, o que mais nos impressionou durante nossa viagem à Tunísia foi El Djem, um anfiteatro romano em ótimo estado de conservação se comparado com o de RomaÉ o maior anfiteatro romano na África e o quarto no mundo, depois dos de Roma, Cápua e Pozzuoli, mas provavelmente o mais bem preservado de todos.

Vista aérea de El Djem

Mais conservado e menos conhecido que o de Roma, o coliseu de El Djem é um dos pontos altos da visita à Tunísia e faz parte da lista de monumentos do Patrimônio Mundial.



Partimos de Hammamet em uma excursão contratada com a Kate, nosso contato da Sunway na Tunísia, com destino a Kairouan, mas antes passamos pela pequena cidade de El Djem, a cerca 1h30m de Hammamet para conhecermos o fabuloso Coliseu de mesmo nome.


O Anfiteatro de El Djem ou Thysdrus Coliseum, como era chamado no século III localizado na antiga cidade púnica de Thysdrus, fica a 210 km a sudeste da capital Tunes, entre Sousse e Sfax.


Há época, Thysdrus era a segunda cidade mais importante depois de Cartago, que atualmente as ruínas se situam nos arredores da cidade de Túnis. Thysdrus naquela época combateu ao lado do Império Romano na terceira guerra púnica (146 d.c.), o que foi uma sábia decisão, pois outorgou El Djem a condição de cidade livre após a queda de Cartago. Na metade do século III converteu-se em colônia romana, e chegou a ser uma das cidades mais ricas de África. Hoje em dia graças à sua tradição histórica e cultural, à sua gastronomia típica, El Djem é uma das ofertas turísticas mais concorridas da Tunísia.





Construído entre 230 e 238 a. C. pelo oficial Gordian, durante o reinado do imperador Maximino Trácio, o anfiteatro podia acomodar 35 mil espectadores. Em 238 a construção parou devido à morte de Gordian.




Esta obra ilustra a grandeza da Roma Imperial e foi inscrito pela UNESCO, em 1979, na lista dos locais ou monumentos que são Patrimônio da Humanidade.



O coliseu tem 148 metros de comprimento por 122 metros de largura, com uma altura de cerca de 35 metros e as pedras usadas para sua construção foram transportadas de Salakta, a 30 quilômetros de El Djem.




Parte da sua muralha desapareceu em 1695, para pôr a descoberto os lugares de abrigo dos dissidentes contra os otomanos. Tendo caído num estado de ruína, os seus blocos de pedras foram usados para construir a atual cidade a volta do monumento. El Jem, contribuindo também para a construção da Grande Mesquita de Kairouan. Mais recentemente foi usado para filmar algumas cenas do filme "Gladiador".





Após um passeio pelas arquibancadas, uma visita às catacumbas, antigas prisões nos subterrâneos e jaulas de animais, permite conhecer de perto os bastidores dos tristes “espetáculos” de lutas e competições do antigo Império Romano, mas a verdade é que é bem impressionante estar no lugar onde gladiadores e feras esperavam para subir à arena.




Uma visita ao anfiteatro de El Djem nunca é completa sem subir ao ponto mais alto para admirar a visão simplista do deserto e da cidade construída - com parte das pedras e tijolos tirados do anfiteatro - sobre a antiga cidade romana que guarda todos os tesouros de uma época de glória deste império, pois pouquíssimo foi escavado.  




Apesar dos ingressos de todas as atrações que visitamos ao longo da excursão de dia inteiro estarem incluídos no valor da excursão (45 dinars por pessoa ou 56 reais), é de praxe o pagamento de 1 dinar na entrada dos monumentos para se fazer fotos (1 TND - dinar ou 1,25 BRL – real para câmera). Entretanto o pagamento não é individual, mas sim por pessoas que estejam juntas ou família.






Outras atrações imperdíveis e a curta distância são as ruínas de um segundo anfiteatro anterior a El Djem, escavado numa colina baixa; outro aglomerado de ruínas da cidade romana, de grande interesse arqueológico e o museu, cuja entrada está incluída no preço da visita ao Coliseu.


Coleção de estátuas romanas

Mosaico da coleção do museu

O museu de El Djem possui um conjunto espetacular de mosaicos. Os mosaicos foram encontrados em um sítio atrás do museu, onde foi o local luxuoso da antiga cidade. Alguns mosaicos permanecem em seus locais originais, enquanto outros estão expostos no museu.




De meados de Julho a Agosto, o anfiteatro de El Djem converte-se num esplêndido cenário iluminado para acolher o Festival Internacional de Música Sinfônica de El Djem. Os concertos celebram-se à luz das velas e supõem um dos acontecimentos culturais mais interessantes da Tunísia. Uma recordação inesquecível para a memória do turista.