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26 agosto 2012

Nabeul, a cidade das cerâmicas coloridas


O povo tunisiano é resultado, em grande parte, da mistura dos elementos árabe e berbere com outros povos mediterrâneos que se fixaram no litoral do país. O idioma oficial da Tunísia é o árabe, mas falam-se também línguas berberes e o francês. A religião muçulmana, professada por quase toda a população.

Nabeul é uma das cidades mais antigas do Mediterrâneo, tendo sido conhecida na antiguidade por Neapolis (“cidade nova”, em grego). Fundada no século V a.C., foi evocada pelo grande historiador grego, Tucídides, como um dos palcos da guerra do Peloponeso, pois teria servido de escala aos gregos de Cyrene, em conflito com a Sicília. 



Como todas as cidades situadas em pontos estratégicos da costa tunisiana, Nabeul tem para contar inúmeras histórias de disputas aguerridas. 
Conquistada por Agatocles em consequência da queda e destruição de Cartago, e ao contrário do que aconteceu com a capital do império fenício, foi poupada pelo guerreiro. E, apesar de reduzida a cidade tributária, conheceu um longo período de prosperidade nas mãos dos romanos, sob o nome de Julia Neapolis. 
A ocupação vândala do Norte de África, em 493, e dos bizantinos, no século VI, veio pôr fim a este período de crescimento, pelo que, quando os árabes recuperaram, em 674, a região de Cap Bon, acabaram por fundar uma nova povoação – Ksar (forte) Nabeul, no lugar da já completamente arruinada Neapolis.
A edificação árabe fazia parte de uma série de fortificações levantadas para proteger o litoral contra os frequentes ataques dos inimigos, o que não terá impedido, no entanto, a ocupação da cidade, em 1148, por Roger II da Sicília (posteriormente recuperada). 


No que respeita aos vestígios do assentamento romano – escavados nos anos 60 do século XX – podemos encontrá-los a apenas dois quilómetros do centro de Nabeul. Deixam a descoberto uma importante casa romano-africana, cujo piso é revestido por um belíssimo mosaico, datado do século IV, que exibe motivos geométricos e cenas figurativas: Pégaso na fonte, As bodas de Belléphoron e Poséidon e Chrysès, entre outros.
Perto do mar foi ainda descoberto um complexo artesanal destinado ao fabrico de garum, condimento feito à base de peixe muito apreciado pelos romanos; vestígios de algumas calçadas; um pequeno santuário e a “casa das ninfas”.


Dada a profusão de vestígios da Antiguidade na região, foi criado um Museu Arqueológico Regional. Situa-se no centro da cidade, no interior de um jardim, perto da emblemática praça da “Jarra”. Nabeul, Kelibia, Kerkouane, Bouargoub, Korba e Bir Drassen constituem as principais escavações apresentadas ao público, num museu de pequenas dimensões, que expõe, ainda assim, alguns dos mais belos mosaicos da Tunísia (embora aí se encontrem igualmente admiráveis obras de cerâmica do período púnico, bem como monumentos funerários e outros artefatos da época romana).


A atual Nabeul cresceu em redor da fortificação original aglabita do século IX e de uma mesquita, atualmente transformada em casa particular. Séculos mais tarde, a criação de novos souks (consequência da afluência de artesãos provenientes de todo o país e também dos andaluzes, expulsos de Espanha) teve lugar em torno de uma nova construção religiosa – a Jemâa al-Kébir, ou Grande Mesquita – e a Medina foi, a pouco e pouco, tomando a sua sinuosa configuração atual.


Multicultural e dinâmica, mas tranquila. É assim a cidade de Nabeul, ex-colônia romana, e capital administrativa de Cap Bom, na região costeira do nordeste da Tunísia. Seu nome é uma forma arabizada do grego Neapolis 'nova cidade' (uma etimologia que compartilha com Nápoles, Neapoli e Nablus).


Banhada por um Mediterrâneo morno e dócil e equipada com a infraestrutura hoteleira pioneira da região exibe o charme irresistível das cidades que souberam crescer sem nunca perder a genuinidade. Ao longo da praia há excelentes hotéis onde poderá desfrutar de um excelente sol ou praticar diferentes atividades aquáticas.


A cidade é um destino turístico popular e o principal centro da indústria de cerâmica da Tunísia. Também é uma importante produtora de perfumes e na agricultura sobressai, principalmente, com a produção de frutas cítricas, flores e vinho.


Estávamos em Hammamet e tiramos uma manhã de sexta-feira para conhecer o famoso mercado de Nabeul. Fomos de taxi e, logicamente já sabíamos o valor que pagaríamos pelos 13 km percorridos. Comentei em outro poste sobre o problema com taxistas tunisianos.

Entrada do Souk

Percorrer o souk (mercado) na rua principal é inevitavelmente um passeio imperdível, mas deve-se estar preparado para a intensa e feroz abordagem dos comerciantes, conforme também já comentei. Estar atento à bolsa e carteira é um cuidado necessário. O volume de pessoas locais e turistas é enorme e a confusão é total, o que facilita os furtos, o que quase aconteceu com minha filha. Abriram sua bolsa, mas por sorte não conseguiram tirar a carteira.



Dos dois lados da avenida pedonal estão dispostas lojas com um universo inesgotável de produtos artesanais: fabulosas esteiras e cestas de junco, joias em prata e tecidos bordados à mão, em fio de algodão ou seda, peças de cerâmica colorida, cobre cinzelado, narguilés de todos os tamanhos e feitios, tapetes, frascos e copos em vidro, artigos em couros, as famosas “rosas do deserto”, uma grande variedade de perfumes, trabalhos em madeira de oliveira etc.



Nabeul é famosa pela sua criatividade na produção de cerâmica (olaria). Os artesãos fazem ainda as delícias do visitante com algumas das oficinas onde trabalham funcionando no centro da cidade em edifícios térreos, permitindo a quem passa apreciar o processo de fabrico de muitos dos artigos à venda no souk. 



Confesso que tive que me controlar, pois a beleza das cores e materiais é quase irresistível. Comprei apenas algumas peças de cerâmica!


Toda sextas-feiras se realiza o maior e mais tradicional mercado do país e tradicionalmente conhecido pelo comércio de camelos.  Aí se respira uma atmosfera bem mais autêntica e, de certo modo, anacrónica: roupas, tapetes, legumes, frutos, especiarias, sacos de amêndoas e nozes e, como o nome do mercado sugere, até camelos, convivem numa amálgama de cores e odores, animados pelas longas e ruidosas negociações que precedem cada transação.



Alternativa igualmente atraente consiste em partir à descoberta de ruazinhas estreitas perfumadas a jasmim, rosa e laranjeira – flores utilizadas pelas destilarias da Medina para o fabrico de óleos essenciais – da cidade antiga.


A Medina reserva sempre algumas surpresas, entre as quais o Espaço Khayati, um projeto original, em vias de implementação, que visa promover o convívio entre os habitantes de Nabeul e seus visitantes. O espaço encontra-se instalado no coração da cidade antiga, no interior de uma mansão pertencente a uma família de notáveis da cidade. A sua arquitetura neo-mourisca foi merecedora de um minucioso trabalho de restauro, que não só respeitou por completo o antigo traço, como transmite a mítica arte de viver tunisiana. O complexo compreende um museu de artes e tradições da região, com uma secção notável de olaria utilitária e artística da Nabeul da primeira metade do século XX, bordados e trajes de casamento. Possui ainda uma livraria, uma galeria de arte e uma loja de exposição e venda de produtos artesanais.

Eu e Paulo encantados com as peças de cerâmica

Outras presenças interessantes no Espaço Khayati são a Boutique FELLA – pertencente à primeira designer de moda tunisiana, Samia Ben Khalifa – e o café mouro, onde se pode assistir a concertos de música tradicional, acompanhados de chá de menta com pinhões ou café turco. Um pequeno apontamento de charme numa cidade que, embora cosmopolita, sempre soube como preservar a sua cultura e estilo de vida remotos.

O festival de flor de laranjeira é realizado todos os anos em Abril. 

20 julho 2012

El Djem, um fantástico anfiteatro romano na África


Sem dúvida, o que mais nos impressionou durante nossa viagem à Tunísia foi El Djem, um anfiteatro romano em ótimo estado de conservação se comparado com o de RomaÉ o maior anfiteatro romano na África e o quarto no mundo, depois dos de Roma, Cápua e Pozzuoli, mas provavelmente o mais bem preservado de todos.

Vista aérea de El Djem

Mais conservado e menos conhecido que o de Roma, o coliseu de El Djem é um dos pontos altos da visita à Tunísia e faz parte da lista de monumentos do Patrimônio Mundial.



Partimos de Hammamet em uma excursão contratada com a Kate, nosso contato da Sunway na Tunísia, com destino a Kairouan, mas antes passamos pela pequena cidade de El Djem, a cerca 1h30m de Hammamet para conhecermos o fabuloso Coliseu de mesmo nome.


O Anfiteatro de El Djem ou Thysdrus Coliseum, como era chamado no século III localizado na antiga cidade púnica de Thysdrus, fica a 210 km a sudeste da capital Tunes, entre Sousse e Sfax.


Há época, Thysdrus era a segunda cidade mais importante depois de Cartago, que atualmente as ruínas se situam nos arredores da cidade de Túnis. Thysdrus naquela época combateu ao lado do Império Romano na terceira guerra púnica (146 d.c.), o que foi uma sábia decisão, pois outorgou El Djem a condição de cidade livre após a queda de Cartago. Na metade do século III converteu-se em colônia romana, e chegou a ser uma das cidades mais ricas de África. Hoje em dia graças à sua tradição histórica e cultural, à sua gastronomia típica, El Djem é uma das ofertas turísticas mais concorridas da Tunísia.





Construído entre 230 e 238 a. C. pelo oficial Gordian, durante o reinado do imperador Maximino Trácio, o anfiteatro podia acomodar 35 mil espectadores. Em 238 a construção parou devido à morte de Gordian.




Esta obra ilustra a grandeza da Roma Imperial e foi inscrito pela UNESCO, em 1979, na lista dos locais ou monumentos que são Patrimônio da Humanidade.



O coliseu tem 148 metros de comprimento por 122 metros de largura, com uma altura de cerca de 35 metros e as pedras usadas para sua construção foram transportadas de Salakta, a 30 quilômetros de El Djem.




Parte da sua muralha desapareceu em 1695, para pôr a descoberto os lugares de abrigo dos dissidentes contra os otomanos. Tendo caído num estado de ruína, os seus blocos de pedras foram usados para construir a atual cidade a volta do monumento. El Jem, contribuindo também para a construção da Grande Mesquita de Kairouan. Mais recentemente foi usado para filmar algumas cenas do filme "Gladiador".





Após um passeio pelas arquibancadas, uma visita às catacumbas, antigas prisões nos subterrâneos e jaulas de animais, permite conhecer de perto os bastidores dos tristes “espetáculos” de lutas e competições do antigo Império Romano, mas a verdade é que é bem impressionante estar no lugar onde gladiadores e feras esperavam para subir à arena.




Uma visita ao anfiteatro de El Djem nunca é completa sem subir ao ponto mais alto para admirar a visão simplista do deserto e da cidade construída - com parte das pedras e tijolos tirados do anfiteatro - sobre a antiga cidade romana que guarda todos os tesouros de uma época de glória deste império, pois pouquíssimo foi escavado.  




Apesar dos ingressos de todas as atrações que visitamos ao longo da excursão de dia inteiro estarem incluídos no valor da excursão (45 dinars por pessoa ou 56 reais), é de praxe o pagamento de 1 dinar na entrada dos monumentos para se fazer fotos (1 TND - dinar ou 1,25 BRL – real para câmera). Entretanto o pagamento não é individual, mas sim por pessoas que estejam juntas ou família.






Outras atrações imperdíveis e a curta distância são as ruínas de um segundo anfiteatro anterior a El Djem, escavado numa colina baixa; outro aglomerado de ruínas da cidade romana, de grande interesse arqueológico e o museu, cuja entrada está incluída no preço da visita ao Coliseu.


Coleção de estátuas romanas

Mosaico da coleção do museu

O museu de El Djem possui um conjunto espetacular de mosaicos. Os mosaicos foram encontrados em um sítio atrás do museu, onde foi o local luxuoso da antiga cidade. Alguns mosaicos permanecem em seus locais originais, enquanto outros estão expostos no museu.




De meados de Julho a Agosto, o anfiteatro de El Djem converte-se num esplêndido cenário iluminado para acolher o Festival Internacional de Música Sinfônica de El Djem. Os concertos celebram-se à luz das velas e supõem um dos acontecimentos culturais mais interessantes da Tunísia. Uma recordação inesquecível para a memória do turista.







28 março 2012

Tunísia, um calidoscópio de culturas, cores, aromas e sabores


Nunca havia pensado na Tunísia como um destino para férias até minha filha, Paola, nos propor uma semana no país. Agora penso em voltar na primeira oportunidade, pois como optamos por ficar num resort em Hammamet, muito ficou para conhecermos deste país riquíssimo em história, cultura e diversidade. Ainda assim, o que visitamos em algumas excursões e passeios que fizemos nos permitiu adquirir conhecimento e guardar recordações que jamais sairão de nossa memória.

Paulo, Paola e eu na fortaleza de Hammamet


Na fortaleza com casario branco com detalhes azuis, arquitetura típica da Tunísia.

No caminho que circunda a fortaleza, a beira do Mediterrâneo.

Nessa viagem conhecemos alguns souks, os mercados árabes tradicionais, onde vendedores literalmente brigam pela atenção dos passantes e a regra é pechinchar, pois faz parte da cultura árabe. 

Luke, eu e Paulo no souk ou medina em Hammamet



A língua não parece ser um problema porque ouvimos a mesma frase em árabe, francês, inglês, italiano, espanhol, alemão e até mesmo em português! Havia uma infinidade de bandejas, artesanatos em cobre, espelhos, castiçais, copinhos de chá, amuletos, pulseiras, colares, cerâmicas, gaiolas, pashminas, tâmaras, túnicas, tapetes, azulejaria, temperos, artigos em madeira da oliveira e muito mais. Me senti no paraíso! Queria ver tudo minuciosamente e esmiuçar cada prateleira, mas o assédio dos comerciantes é tão intenso e por vezes agressivo, que chega a ponto que já não se quer ver nem comprar nada. Ainda assim encontrei as lembranças perfeitas e coisas maravilhosas para decoração da nossa casa!



Luke e Paola


Medina de Yasmine




Caminhar pelas ruas de qualquer cidade tunisiana é descobrir aspectos inusitados da vida cotidiana, se deparar com paisagens estonteantes e construções de beleza impar, descobrindo todos os elementos desta misteriosa atmosfera. Quando o aroma do jasmim e da flor de limão envolve os sentidos dos visitantes, estes são vítimas de uma mágica miragem. Mas as inconfundíveis paisagens, as notas da música malouf, a sedução de suas tradições, o vapor dos banhos hammam e a grandeza de seu passado e presente, confirmam que não se trata de uma ilusão óptica, e sim pura realidade.


Paola com um vendedor de colares de jasmim






A Tunísia é um país que tem paisagens diversas e coloridas: o azul do mar, das portas e janelas, o verde dos oásis exuberantes e das reservas naturais, o dourado do sol refletido nas dunas de areia do deserto do Saara e o ocre das medinas, do coliseu de El Djem e das ruínas de Cartago. O país é rico em oliveiras, fazendo com que o azeite esteja presente em todos os pratos.




Em El Djem

As cores do figo, da tâmara, do damasco, da laranja e da melancia, dão um colorido único às mesas, isso sem falar no aroma e sabor.   


Tâmaras frescas, uma delícia

Os figos são bem maiores dos que encontramos aqui e apesar de serem verdes,
são deliciosamente doces.

Torta de tâmaras, uma das sobremesas típicas

Apesar de ser um dos mais liberais dos países do mundo árabe, ainda é um destino desconhecido dos brasileiros.



A Tunísia fica ao Norte da África, situado no extremo oriental da Cordilheira Atlas e as margens do Mar Mediterrâneo. Suas fronteiras estão limitadas ao nordeste com Argélia e ao sul e sudeste com Líbia, pelo norte e o noroeste com o mar Mediterrâneo, onde um litoral de uns 1.300 quilômetros é recortado pelos golfos da Tunísia, Hammamet e Gabes. Apesar de ocupar apenas uma pequena fatia territorial de 163.610 km², tem história e diversidade natural dignas de um país de proporções bem maiores.

Da mesma forma que os outros países da região ocidental do norte da África, a Tunísia também faz parte do Magreb, que em árabe significa Oeste. O país é o menor deles com um litoral contornado por areias cor de marfim e perfumado pela brisa marítima que trás o cheiro dos jasmins. Trata-se de um destino privilegiado para aproveitar férias inesquecíveis de sol e praia, com temperaturas que se mantém entre 12ºC e 30ºC.



Além dos encantos a beira mar, é uma viagem emocionante, onde culturas distintas e paisagens exóticas podem ser exploradas em poucos dias. Enquanto o norte apresenta lagos repletos de flamingos cor-de-rosa, surpreendentes florestas verdejantes e planícies pontilhadas por oliveiras, o sul se caracteriza pela marcante paisagem do deserto do Saara, que se estende rumo ao interior africano, além das fronteiras nacionais.

As cadeias montanhosas que seguem em direção nordeste pertencem a Cordilheira Atlas, que vem desde o Marrocos atravessando a Argélia e continua pela Tunísia, onde perde altitude de maneira significativa. Suas montanhas chegam até o Cabo Bon e ao Hinterland do Golfo de Gabes. Ao oeste se eleva a montanha mais alta do país, o Djebel Chambi com 1.554 metros.

Oliveiras e as montanhas Atlas ao fundo

A Tunísia tem uma variada flora e fauna devido à grande variedade de microclimas com que conta e que vão desde os desertos arenosos, passando por lagos salgados, até as zonas costeiras com diferentes ilhas.

A flora é bastante variada, indo do tipo mediterrânea, como os hibiscos, as buganvilles, os aromáticos jasmins, passando pelos cítricos, oliveiras, videiras e belos bosques. Na zona próxima à capital e para o sul, até Nabeul e Hammamet, no Cabo Bom, predomina a variada flora de cultivo como jasmins, magnólias, gerânios, vinhedos, laranjeiras e limoeiros.

As buganvilles estão por toda parte
Hibiscos

Gerânios

Jasmim

Gerânios e Buganvilles decoram a maioria das casas em Hammamet.

Um passeio pelas oliveiras

Já na região central, as bonitas palmeiras tamareiras são a imagem dominante, enquanto que nas regiões limítrofes a Monastir e Sousse se dão os hibiscos, gerânios, jasmins e oliveiras.

Tamareira

Tamareira

Na zona sul, que compreende desde a região de Gafsa até as fronteiras com Líbia e Argélia, o deserto começa a se fazer presente, prevalecendo as dunas, sem nenhum tipo de vegetação. Embora as dunas se movam de um lugar para outro, no grande Erg Oriental (campo de dunas), oásis de serenidade, permanece sempre inalterável.
Entretanto, na Ilha de Djerba pode-se contemplar as longas palmeiras e uma grande variedade de árvores entre as quais, oliveiras, figueiras, granados, alforrobeiras, macieiras e os pessegueiros.

Figueira

Figueira

Com relação à fauna tunisiana, é triste a constatação, mas as espécies que ainda não foram extintas como os leões do Atlas, panteras, avestruzes, antílopes oryx, carneiros selvagens e elefantes, estão em números reduzidíssimos espécies como guepardos, hienas listadas, cervos de berberia e búfalos, que não contam com nenhuma proteção por parte do governo. Por outro lado, nas regiões meridionais, zonas desérticas ou pré-desérticas habitam os fenec, os gerbos do deserto, os temidos escorpiões, as perigosas víboras cornudas, numerosas espécies de serpentes, o zorreig, ao que temem especialmente os nômades, e os camaleões. O famoso macaco magot somente pode ser visto nos chotts meridionais.
Uma das espécies mais características e apreciadas pelos tunisianos é o dromedário, introduzido desde Ásia há mais de 1.500 anos, este animal se adaptou perfeitamente ao meio e é, sem dúvida, um exemplar fundamental na cultura do deserto, pois a existência dos nômades, que está cada vez mais reduzida, depende em boa parte deles. Interessante também é a rica ornitofauna, com mais de 400 espécies de aves.

O país está situado num território sobre o qual têm-se ido acumulando as expressões artísticas mais importantes do Magreb. Desde tempos muito remotos a cultura dos habitantes do deserto tem convivido com a cultura clássica do Mediterrâneo oriental e há mais de cem anos, com a Europa Ocidental. Na Tunísia ficam registros de diferentes épocas e culturas, principalmente do período romano.
Ao longo da história, o território tunisiano foi controlado por romanos, bizantinos, árabes e franceses. Cada um destes povos deixou marcas, evidenciadas pela arquitetura das construções históricas, muitas delas intactas, como El Djem, o segundo maior coliseu do Império Romano. A capital, Túnis, se remodelou como uma moderna e ambiciosa cidade árabe, mas ao mesmo tempo, o passado colonial otomano ainda tem forte presença.

O país é muçulmano e segue os costumes e as tradições do Islam, embora não seja radical na aplicação da sua fé, respeitando as minorias que existem por lá.

Apesar de toda esta pluralidade, a Tunísia é o mais homogêneo em termos de linguagem dentre os países da região do Magreb. O árabe é a língua oficial e falada em todo o país, enquanto o francês é a segunda língua e entendida e falada por quase todo o povo. Nos hotéis, restaurantes e souks encontra-se quem fale inglês e alemão.

Um dos recreadores do resort quis comprar a canga da Paola, que é a bandeira brasileira.
Ela o presenteou com a canga e ele ficou encantado com o presente.

Recebendo cerca de 7 milhões de visitantes todos os anos, o turismo exerce papel importante na economia nacional. Os resorts são extremamente populares, principalmente entre os turistas europeus, mas há outras opções de hospedagem com todo o charme colonial para aqueles que desejam maior imersão na atmosfera local. Nos hospedamos no Vincci Nozha Beach e você pode saber nossa opinião no post http://bragaspelomundo.blogspot.com.br/2011/08/hammamet-riviera-tunisiana.html.








Nos resorts, os funcionários da recepção falam o inglês, além do francês, mas os demais, na maioria, somente o francês e o árabe. Isso não é propriamente uma barreira, pois eles se esforção ao máximo para uma boa comunicação. A simpatia e atenção aos hóspedes também é uma característica dos funcionários dos resorts e hotéis.

Tivemos o privilégio de desfrutar desta lua esplendorosa que estendeu um tapete prateado
sobre o Mediterrâneo, após o eclipse total. 

A vontade era de passar a noite apreciando o espetáculo!

Para finalizar este post, fica minha dica para você conhecer este país hospitaleiro e riquíssimo culturalmente do Norte da África. Conheça!


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