12 outubro 2011

Veneza - Conhecendo a cidade

Veneza está no imaginário de boa parte das pessoas, das que gostam de viajar, daquelas que simplesmente pensam em conhecer alguns lugares, mas sobretudo, das românticas. É praticamente impossível descrever a beleza e a magia de Veneza
Definitivamente, não é uma cidade qualquer... é única! Afinal, em que outro lugar do mundo as ruas são substituídas por canais e o único meio de locomoção  possível é pela água?

Veneza


Veneza é fascinante, misteriosa e sobretudo, romântica. Não é a toa que é conhecida como a cidade dos apaixonados!


Quando você ler que o melhor jeito de conhecer Veneza é se perdendo pelas suas ruelas e praças, não pense que é "maneira de dizer", como eu pensei... quando vivenciamos essa fantástica experiência, percebi que tão fácil quanto se perder pela ilha é, de fato, a melhor forma de conhecê-la.





Procure chegar na cidade durante o dia, pois todo transporte é aquático e a maioria dos hotéis ficam nos pequenos canais. Além disso, chegando pela estação de trens de Santa Lucia, como nós, ou pelo terminal de ônibus, você terá um impressionante impacto com a vista da cidade.

Se quiser, como foi o nosso caso, somente curtir a magia de Veneza, suas pontes e belezas escondidas pelas ruas estreitas, dois dias são suficientesTratando-se de uma cidade cidade rica em museus, galerias de arte, igrejas e palácios, ficar menos de três dias chega a ser um pecado... 
Descubra Veneza, passeie de gôndola, sonhe acordado, tudo é lindo! 


Não é difícil se perder pelas ruelas e pontes... mas é uma delícia descobrir os recantos de Veneza.


É impossível falar em Veneza e não lembrar das gôndolas, a embarcação mais conhecida da cidade e o sonho de consumo de 10 em cada 10 turistas. O passeio de 40 minutos custa 80 euros, mas se estiver em grupo e quiser economizar, o preço pode ser dividido para até 6 pessoas.

De Gôndola em Veneza




Localizada na região do Vêneto, a comuna ou cidade de Veneza inclui as ilhas de MuranoBurano e outras menores na lagoa de Veneza, no Mar Adriático. A cidade está coberta por 177 canais, 400 pontes e 118 ilhas. O principal núcleo da cidade, o seu centro histórico, é constituído por um conjunto de ilhas no centro da lagoa. 
A geografia da cidade é propícia para os pedestres, então, tire proveito disso para desvendar seu  charme e não fique apenas nos pontos onde a multidão de turistas se concentra. Somente assim é possível conferir a autêntica Veneza. O centro histórico é totalmente pedonal e os principais pontos turísticos também são acessíveis a pé.


Centro histórico - Palazzo du Doge

Centro histórico

Centro histórico - Piazza di San Marco

Piazza di San Marco com a Basilica ao fundo.  


Um mapa é praticamente inútil, pois a infinidade de becos, pontes e ruelas certamente faz com que qualquer um que não conheça a cidade se perca. Portanto, com ou sem mapa, caminhe sem destino apreciando a paisagem, a arquitetura, as lojas e tudo o que Veneza tem a oferecer.








Outra forma possível de se deslocar pela cidade, ou seja, pelos canais, é utilizando o vaporetto, os "ônibus aquático". São diversas linhas, com diferentes itinerários, além de ser o transporte mais barato.
As linhas mais populares, como a linha 1, custam 6 euros. Os cartões de viagem são a solução mais econômica, pois eles permitem viagens ilimitadas e podem ser usados ​​em todos os serviços - tanto pela água (exceto os da rota 3, Alilaguna, Clodia, Fusina) como em terra - serviços urbanos no município ("Comune") de Veneza. A validade pode ser 12, 24, 36 48 ou 72 horas após a convalidação. Incluído no preço está o transporte de um item de bagagem de até 150 cm como a soma de suas três dimensões.

  • 16,00 € - 12 HORAS TravelCard
  • 18,00 € - 24 HORAS TravelCard
  • 23,00 € - 36 HORAS TravelCard
  • 28,00 € - 48 HORAS TravelCard
  • 33,00 € - 72 HORAS TravelCard
  • 50,00 € - 7 DIAS TravelCard

Você pode comprar os bilhetes da ACTV (Azienda Trasporti Consorzio Veneziano), companhia que opera os vaporettos, nas bilheterias das docas ou nos muitos vendedores autorizados (tabacarias, lojas de jornais e alguns cafés). Como nos trens, é preciso carimbar o seu bilhete na máquina amarela antes de entrar no vaporetto. Os ingressos não são vendidos a bordo dos barcos. Se você se encontrar a bordo sem bilhete, informe imediatamente a tripulação da ACTV, de modo a evitar o pagamento de uma multa.


Vaporetto


A principal linha é a 1, que percorre toda a extensão do Grande Canal, oferecendo ao turista um magnífico tour. Embarque no sentido oposto da maioria para evitar multidão, ou seja, sentido Piazzale Roma durante a manhã ou San Marco durante a noite. Para tornar a viagem ainda mais interessante é conveniente escolher os primeiros ou últimos lugares na parte descoberta da embarcação (se o clima permitir), assim terá melhor visão do passeio. 


De vaporetto pelo Grande Canal com vista para a Ponte Rialto

Parecidos com as gôndolas, porém um pouco maiores, os Traghettos são barcos que servem para fazer a travessia de algum canal quando não há ponte disponível. O passeio custa 50 centavos de euro e dura dois minutos. 


Traghetto fazendo a travessia do Grande Canal.


Os táxis aquáticos são uma outra opção de transporte, porém bem mais caro. Se você preferir ir rápido, direto ao destino e sem compartilhar o transporte com outros turistas, o táxi é a opção. Entretanto, prepare-se para desembolsar muitos euros a mais.


Taxi na baía de Veneza

Saímos da estação de Termini, em Roma, no trem de Alta Velocidade das 06:20h com previsão de chegada às 10:30h na estação Santa Lucia, em Veneza. Chegamos precisamente no horário, depois de quatro paradas, pois ao contrario do que pensamos, o trem não era direto. Compramos os bilhetes através de um contato em Paris, pois não conseguimos efetuar a compra pelo site www.trenitalia.it.

Estação Santa Lucia

Ao sairmos da estação de trem já nos deparamos com o Grande Canal e suas belíssimas construções, além de todo o movimento de barcos que circulam nele. Ali mesmo, em frente a estação Santa Lucia, pegamos um taxi barco que nos levou ao hotel. Já valeu o passeio! No trajeto, que custou 70 euros, apreciamos a bela arquitetura dos palacetes ao longo do canal e é claro, a ponte Rialto, o ponto alto deste que foi nosso primeiro contato com Veneza.


Este é o taxi que nos conduziu da estação Santa Lucia ao Hotel Becher.

Saindo da estação Santa Lucia.

Grande Canal

Palacetes venezianos no Grande Canal.

Grande Canal - Veneza



Seguindo pelos canais em direção ao hotel.

Queríamos que nossa estada em Veneza fosse realmente marcante, pois foi o lugar escolhido para comemorarmos nosso aniversário de casamento. Por isso, o Hotel Becher foi o eleito e para nossa surpresa, ao chegarmos nos foi oferecido um upgrade para uma suíte com vista para o canal San Luca.
O Hotel Becher é muito bem localizado, a 50 metros do prestigiado Teatro La Fenice, no Campo San Fantin, a 300 metros da Praça de São Marcos e a 10 minutos a pé da Ponte Rialto, além de estar em área de comércio, com lojas fantásticas a curta distância e restaurantes. 




Faxada do Hotel Becher no Canal da San Luca.

Ancoradouro do Hotel Becher



O hotel, com uma requintada e elegante decoração setecentista, prima pelo conforto em todos os ambientes, associado a um excelente serviço 24 horas por dia. O que mais me impressionou foi a atenção por parte dos funcionários da recepção, inclusive falando um ótimo português




As gôndolas passando em frente a janela da nossa suíte. Muitos gondoleiros passam cantando... e bem! 


Além do upgrade, nos foi oferecido como cortesia, um taxi para nos levar a Murano. Mais uma vez o Becher nos surpreendeu e nossa ida a Murano foi enriquecida por um incrível passeio de lancha pela Lagoa de Veneza É extremamente confortável e prático sair e chegar ao hotel, uma vez que ele possui  um embarcadouro privado.


O hotel providencia a gôndola para seu passeio... é o máximo! 


Deixando Veneza e seguindo em direção a Murano.

Basilica di San Giorgio Maggiore, na pequena ilha de San Giorgio Maggiore, em frente a Piazza di San Marco.

Veneza
Deixando o centro histórico para trás.

Ao fundo a Basilica di Santa Maria della Salute.



De Veneza à Murano são, aproximadamente, 15 minutos de lancha taxi ou 40 minutos de vaporetto. Retornamos à Veneza com o segundo, o que também foi um passeio e tanto. Além de ser uma linda ilha, lá estão as vidrarias de onde saem os artesanatos de vidro mais famosos do mundo. Em muitas delas é possível ver o artesão fabricando suas obras de arte. Falarei de Murano em um post próprio:

Veneza está sempre lotada, mas na alta temporada é algo extraordinário, portanto, se você não quiser esbarrar o tempo todo em outras pessoas, enfrentar filas enormes sob um sol escaldante, restaurantes lotados e serviço demorado, além de outros inconvenientes, procure ir entre março e final de maio ou de setembro a outubro. 
A cidade é tranquila, mas por ser extemamente movimentada é bom tomar cuidado com possíveis furtos. 


Lembre-se que Veneza é um dos destinos turísticos mais procurados, o que já a tornaria mais cara do que outras cidades, mas Veneza é uma cidade muito cara. Um café na praça de São Marcos pode sair pelo preço de um lanche inteiro. A taxa de serviço, chamada cubiertos, é cobrada, a menos que exista uma placa no estabelecimento dizendo "sem taxa".



Não se arrisque a chegar em Veneza sem reserva de hotel. Dos mais simples aos mais caros, a lotação está quase sempre completa em qualquer época do ano. Se você chegar sem ter reservado hotel e não encontrar vaga, aconselho tentar um hotel nas cidades vizinhas, como Olmo e Mestre, onde podem ser encontrados grandes hotéis e quase sempre com disponibilidade.



Aeroporto Internacional Marco Polo está localizado a 12 quilômetros de Veneza por terra e a 10 quilômetros por água, estando ligado às estações ferroviárias de Mestre e Santa Lúcia através de um serviço de autocarros, cujo terminal se encontra na Piazzale Roma, a 10 minutos a pé da Ponte della Costituzione. O aeroporto, nomeado em homenagem ao seu famoso Marco Polo, cidadão de Veneza, também é servido pelos barcos-táxis ou os barcos da Alilaguna a cada sete minutos.


Não aconselho chegar de carro, pois Veneza é praticamente uma zona sem carros e você terá que deixa-lo em um dos dois estacionamentos ao custo médio de 25 euros por dia. Os veículos chegam aos estacionamentos de Tronchetto e Piazzale Roma através da Ponte della Libertà (SR11), uma ponte rodo-ferroviária com cerca de 3850 metros de comprimento, que atravessa a Lagoa de Veneza, e que constitui a única via de acesso ao tráfego automóvel à cidade de cidade, ligando o continente à Piazzale Roma


Por ser uma cidade intimamente ligada à água, o forte na culinária veneziana são peixes e frutos do mar. Experimente o spaghetti al nero di sepia (espaguete com tinta de lula) ou o bacalhau com polenta. Também é um prato típico veneziano o fígado com cebola e polenta, mas estamos na Itália, portanto, há uma enorme oferta de massas e risotos. Fica algumas sugestões de restaurantes: o Antico Pignolo (Specchieri 451, 522-8123), que diz ter uma adega de mais de mil vinhos do mundo todo, experimente as carnes e frutos do mar da Antica Carbonera (S. Marco 4648 - Calle Bembo, 522-5479), localizada próxima à histórica região da ponte de Rialto, onde mercadores do mundo todo se reúnem desde o século 15. Há ainda o bicentenário La Terrazza (Goldoni 4488, 528-5017), no hotel Bonvecchiati, que oferece tanto pratos característicos de Veneza como outras receitas italianas.


Uma dica é acordar cedo, e você não vai se arrepender, pois a cidade fica linda com o brilho do sol da manhã, além de bem vazia. Vá direto à praça de São Marco para ver a formação da guarda veneziana hasteando a bandeira as 7 horas. 


A cidade tem inúmeras igrejas, mas muitas delas foram transformadas em salas de concertos de música clássica. Afinal esta é a terra natal de Vivaldi! 

A influência de Veneza na cultura estendeu-se naturalmente ao longo da história. Exemplos disso são as telas para pintura, inventadas na cidade, inovações no fabrico do vidro, o papel dominante da Escola Veneziana na música europeia do século XVI e as palavras de origem veneziana, relacionadas com a toponímia local ou características próprias da cidade, e que entraram no vocabulário de muitas línguas europeias. O diminutivo de Veneza deu ainda lugar à designação da Venezuela, que significa "pequena Veneza".

Veneza é na atualidade uma cidade de artes por excelência, devendo a sua fama mundial à simples condição de ser uma cidade construída sobre a água, com canais em vez de ruas, e é tomada como modelo de comparação com todas as cidades com canais, como por exemplo Amsterdã (A Veneza do Norte), na China, onde Suzhou é dita Veneza do Oriente, ou Aveiro (A Veneza de Portugal), ou a Little Venice de Londres. Até um país, a Venezuela, tem o seu nome etimologicamente ligado a Veneza, sendo assim chamado pelo navegador florentino, Américo Vespuccio por causa das aldeias em palafitas que viu.

A cidade é conhecida internacionalmente por vários eventos de âmbito cultural, nomeadamente o Festival de Cinema, a Bienal de Artes e o Carnaval de Veneza, que todos os anos levam milhões de turistas a visitá-la.




Comprar uma típica máscara veneziana é um ritual para os turistas. As maiores podem comprar-se a partir de 15 euros. Se pretende fazer compras na cidade, saiba que nas zonas da Ponte Rialto e da Piazza San Marco estão os locais mais caros. Pelo contrário, do outro lado da ponte, encontram-se óptimos preços no mercado da cidade. As belas montras apresentam uma enorme variedade de artigos, desde os cristais de Murano até às rendas artesanais de Burano.






A cidade também proporciona aos turistas bons momentos durante a noite. No Palazzo Vendramin-Calergi pode visitar o casino da cidade. Veneza não tem muitas discotecas, mas a Piccolo Mondo e a Cassanova são boas opções. Se por outro lado preferir ir a um bar de música ao vivo, a escolha é bastante variada. Poderá, por exemplo, passar uma noite bem agradável no Paradiso Perduto. Na realidade, grande parte da vida noturna da cidade desenvolve-se nos cafés, entre os mais famosos estão os da Piazza di San Marco, onde você poderá desfrutar de momentos mágicos ao som de pequenas orquestras que ficam na frente de cada café e fazem suas apresentações de forma intercalada. 





No entanto, a melhor noite de Veneza é a sexta-feira de Carnaval. Por essa altura a cidade está completamente repleta de pessoas de todo o mundo e é possível apreciar os venezianos mascarados com as suas famosas e maravilhosas fantasias. A diversão é garantida!






Não deixe de ver: os palácios, igreja, praças, pontes (dedicarei um post específico para estes quatro temas) e museus de Veneza.

Accademia ou L'Accademia di Belle Arti di Venezia, foi fundada em 1750 pelo Senado Veneziano como a escola de pintura, escultura e arquitetura de Veneza. A intenção era reproduzir a mesma Accademia que já existia em outras cidades, sendo a primeira instituição a estudar a restauração de obras de arte em 1777. A Accademia apresenta obras de vários artistas até o século XIX.

Horário
Segunda-feira das 08:15h às 14h (última entrada as 13:15h)
Terça a domingo das 08:15h às 19:15h

Entrada
Inteira: 6,50 euros
Reduzida: 3,25 euros
Site: http://www.gallerieaccademia.org/sito/home.html

Museu Correr é o museu municipal de Veneza, situado na praça de São Marcos, em frente à basílica homônima, e ocupa uma parte da Ala Napoliônica. O museu deve o seu nome a Teodor Correr, um magnata descendente de uma das mais antigas famílias venezianas, que legou sua coleção de obras de arte à cidade de Veneza. No seu interior tem coleção de arte, documentos, objetos antigos e mapas que refletem a história e a vida quotidiana da cidade ao longo dos séculos. A Ala Napoleônica tem uma suntuosa decoração neoclássica e abriga uma notável coleção de obras de Antonio Canova, Vittore Carpaccio, Giovanni Bellini e Antonello da Messina. Foi construída depois dos ocupantes franceses saquearem a pequena igreja de San Gimigniano que ficava em frente à opulenta basílica.


Horário
De 01 de abril a 31 de outubro das 10 às 19 horas (bilheteria das 10 às 18 horas)
De 01 de novembro a 31 de março das 10 às 17 horas (bilheteria das 10 às 16 horas)


Entrada
Bilhete único: I MUSEI DI PIAZZA SAN MARCO (um único bilhete válido para o Palazzo Ducale, Museo Correr, Museo Archeologico Nazionale e Sale Monumentali della Biblioteca Nazionale Marciana)
Inteira: 16 euro
Reduzida: 10 euro
Site: http://www.museiciviciveneziani.it/frame.asp?musid=9&sezione=musei&tipo=


Ca' d'Oro é um conhecido palácio, situado no sestiere de Cannaregio e voltado para o Grande Canal. O palácio foi edificado entre 1421 e 1440 por encomenda do mercador veneziano Marino Contarini e em 1894, foi adquirido pelo barão Giorgio Franchetti, que o restaurou para abrigar a sua coleção de arte a fim torná-la visitável pelo público. Em 1927 foi inaugurado o museu intitulado "Galleria Giorgio Franchetti" em memória do barão, desaparecido em 1922.
A denominação Ca' d'Oro, deriva do facto de, no início, algumas partes da fachada serem recobertas a ouro. Este acabamento fazia parte de uma complexa policromia, hoje desaparecida, que decorava a fachada, vista como um dos máximos exemplos do gótico florido em Veneza. Esta caracteriza-se pela marcada assimetria entre a parte esquerda, na qual se sobrepoem três faixas perfuradas (pórtico no piso térreo e loggias nos andares superiores), e a ala direita, na qual prevalece a alvenaria revestida de mármores valorizados com singulares aberturas isoladas. Tal assimetria não é devida à falta duma ala esquerda, mas foi uma escolha ditada pelo estreito lote de terreno disponível; deste modo, o edifício não pode ser considerado incompleto.


Horário
Segunda-feira das 08:15h às 14h (última entrada as 13:15h)
Terça a domingo das 08:15h às 19:15h (última entrada as 18:15h)

Entrada
Inteira: 8 euros
Reduzida: 6 euros
Site: http://www.cadoro.org/sito/home.html



Ca' d'Oro com as fachada direita e esquerda assimétricas.

A Coleção Peggy Guggenheimum dos vários museus da Fundação Solomon R. Guggenheim, está localizado no Grande Canal no Palácio Venier dei Leoni, que é outro ponto de passagem quase obrigatório. A Coleção Peggy Guggenheim é o mais importante museu italiano de arte americana e européia da primeira metade do século XX. Em 1949 foi adquirido pela comerciante de arte e mecenas Peggy Guggenheim, que acabaria por instalar no palácio uma invejável coleção de arte que integra mais de 200 peças, entre pintura e esculturas, de vários movimentos artísticos. Contendo principalmente a coleção pessoal de Peggy Guggenheim, ex-esposa do artista Max Ernst e sobrinha de Solomon Robert Guggenheim, este museu abriga uma coleção um tanto pequena e mais idiosincrática que as dos outros museus Guggenheim. Entretanto, os trabalhos expostos incluem alguns dos proeminentes modernistas americanos e futuristas italianos. 

Teatro La Fenice ("A fênix"), Um dos mais antigos e famosos teatros da ópera italiana, principal teatro lírico de Veneza e também, sede de uma importante temporada operística e do festival internacional de música contemporânea, foi construído em pouco mais de um ano e inaugurado em 16 de maio de 1792 com a ópera de Giovanni Paisiello, I giochi di Agrigento. Foi destruído em 13 de dezembro de 1836 por um incêndio, sendo reconstruído logo em seguida, de acordo com o projeto original. Outra grande tragédia ocorreu em 29 de janeiro de 1996, quando o teatro foi novamente destruído por outro incêndio, desta vez, provocado. As chamas foram induzidas por um eletricista, Enrico Carella, na tentativa de evitar punições contratuais por um atraso no serviço que lhe havia sido encomendado. Depois de oito anos de obras, o teatro foi reinaugurado em 14 de dezembro de 2003 com um concerto dirigido por Riccardo Muti.


Teatro La Fenice

Teatro La Fenice

O Arsenal de Veneza, um estaleiro e base naval que teve papel fundamental na construção do poderio naval veneziano.


Quando visitar Veneza:
A principal época turística é entre abril e novembro, embora Veneza esteja sempre muito agitada durante o Natal, Páscoa e Carnaval (fevereiro). O Festival de Cinema (agosto) e a Biennale (setembro) fazem aumentar as multidões e os preços. As épocas mais agradáveis para visitar esta cidade são no início e no final da alta temporada, quando a cidade está mais calma e o clima ameno.
O verão pode ser muito agitado com grandes multidões se espremendo nas estreitas ruelas, vaporetos lotados e filas intermináveis com horas de espera. Entretanto, há um clima animado, quase festivo. Proliferam os vendedores e artistas de rua, os turistas de mochila nas costas e os cafés, restaurantes e praças são uma animação. Contudo, vale a pena penser em visitar Veneza no inverno, quando a cidade ganha uma aura misteriosa, principalmente se nevar ou estiver com nevoeiro. Mas cuidado, pois nesta época é mais comum a ocorrência das "águas altas", ou seja, época em que a cidade fica inundada principalmente na Praça de São Marcos.
No início da Primavera e no Outono Veneza tem um charme mais tranquilo e é muito mais fácil encontrar um restaurante com mesas livres e não se tem de esperar tanto tempo nas filas dos museus.

Clima da Cidade:
Julho e agosto são muito quentes e úmidos, com trovoadas ocasionalmente, a tarde. Janeiro e fevereiro são gélidos, embora Veneza quando neva é incrivelmente romântica. No outono, ergue-se o nevoeiro da lagoa e cria um cenário digno de postal. As temperaturas durante o verão oscilam entre os 30ºC e os 33ºC. No inverno elas descem até aos 0ºC e os 3ºC. Chove um pouco durante todo o ano com picos na primavera e no outono – e durante aquelas tempestades de verão.
Em determinadas condições de maré e tempestade, possíveis em qualquer época do ano, porém, mais comuns no inverno, Veneza pode ser vítima de acqua alta - "águas altas" ou cheias repentinas. Soam sirenes de aviso e em algumas ruas são colocadas plataformas elevadas como corredores para as pessoas se deslocarem, mas sempre ficam congestionadas.  

Informações adicionais:
Veja também: 
http://bragaspelomundo.blogspot.com/2011/11/veneza-torre-do-relogio.html



Veneza é diferente de tudo...  não deixe de conhecer!